“Há trinta anos, Tom Jobim disse que teríamos um futuro brilhante”, afirma Chitãozinho em lançamento

Chitaoexororo_tomdosertaoFoi um ano inteiro de trabalho, desde a elaboração, passando pela construção, até chegar ao lançamento do projeto “Tom do Sertão”, novo álbum de Chitãozinho & Xororó, baseado no lado “rural” da obra de Tom Jobim. Os sertanejos estiveram na tarde de ontem (4) na capital paulista e concederam uma entrevista coletiva à imprensa.

A palavra chave do bate-papo foi “respeito”. Os irmãos de Astorga (PR) reconhecem o projeto como o mais audacioso dos 45 anos de carreira e tecem diversos elogios ao legado do maestro. Depois de ouvir mais de trezentas canções de Tom, entre originais e regravações de outros artistas, ficaram impressionados com uma característica que não ganhou muito destaque na história do músico. “O Tom era mais sertanejo do que a gente sabia”, afirma Chitãozinho.

A preocupação com a escolha do repertório _ que segundo a dupla pode até gerar uma continuação no futuro, graças a quantidade de material que se encaixa na proposta _ foi menor do que a responsabilidade em manter os arranjos mais próximos possíveis dos originais. “Procuramos trazer as canções para o nosso universo, o sertanejo, porém sem perder a essência de Tom Jobim, sem passar dos limites. O equilíbrio foi importante. Mantivemos 99% das notas originais das melodias do maestro”, coloca Xororó.

O projeto revela mais uma vez o ineditismo e a força que carrega a marca Chitãozinho & Xororó. Depois de mais de quatro décadas de sucesso, eles não tem medo de errar. “Hoje podemos focar no conteúdo, sem pensar no lado comercial. O que importa é a qualidade da parte artística”, conta Chitão. Eles acredita que muitas pessoas que não estão acostumadas a ouvir música sertaneja podem dar atenção a este trabalho.

“Tom do Sertão” conta com a produção de Edgard Poças, Ney Marques, Cláudio Paladini e também de Chitão & Xororó, que participaram ativamente de todas as etapas do processo de criação. O álbum chega no formato CD, além de uma tiragem em vinil, e deve ser seguido pela gravação de um DVD. O lançamento deve alcançar os Estados Unidos e alguns países da Europa e até Ásia. Está prevista uma pequena turnê de shows especiais também.

Quando questionado se a ideia poderia se aplicada em relação a outros nomes da música brasileira, Xororó acredita ser perfeitamente possível: “O trabalho foi sobre a obra do Tom, mas poderia ser um ‘Chico do Sertão’ ou ‘Milton do Sertão’. O Brasil é um país rural e não dá pra negar a influência do sertanejo em diversos gêneros”.

Carlos Guerra / Porteira Brasil

Fotos: Leco Viana / Leco Viana Photos

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