DVD “Chitãozinho & Xororó Sinfônico” retrata 4 décadas de história dos responsáveis pela evolução do sertanejo; confira fotos da 1ª exibição

COliver_137Ch&XA primeira exibição do DVD “Chitãozinho & Xororó Sinfônico” aconteceu na noite de ontem (16), no Teatro Bradesco, em São Paulo. O projeto, que teve um time renomado em sua produção, contou com a direção de Cássio Amarante e produção executiva de Fernando Meirelles, cineasta reconhecido no Brasil e exterior.

Uma plateia seleta, composta de amigos, familiares e jornalistas, teve a oportunidade de assistir ao DVD, em tela grande. Os protagonistas, Chitãozinho & Xororó, receberam os convidados e falaram da importância do novo trabalho, que deve chegar ao mercado nas próximas semanas.

“É um divisor de águas na carreira da dupla”, ponderou Chitãozinho. “Considero duas fases distintas em nossa trajetória: antes e depois do DVD”.

Parece exagero a princípio, mas quem viu (e aqueles que poderão vê-lo em breve) pode entender a que o sertanejo se refere. Gravado na Sala São Paulo, em agosto, com acompanhamento da Orquestra Filarmônica Bachiana SESI-SP, regida pelo maestro João Carlos Martins, contou com participação de grandes nomes da MPB, representados por Caetano Veloso, Fábio Jr., Alexandre Pires, Djavan, Alexandre Pires, Fafá de Belém, Jair Rodrigues, Maria Gadú e Sandy Laeh e Junior Lima.

A qualidade de Chitãozinho & Xororó, somada aos ingredientes citados, já garantiriam uma obra pra lá de respeitável. Mas o que se vê, depois da edição, é surpreendente, além das expectativas até para quem presenciou a belíssima gravação.

Além das canções muito bem escolhidas, que retratam várias fases das quatro décadas de sucesso, o DVD conta com declarações dos artistas convidados, cenas dos bastidores e depoimentos de Chitãozinho & Xororó em viagens, momentos de lazer, ensaios e estúdio. São revelações preciosas que mostram um pouco dos homens (de carne e osso) que fizeram da música sua vida, se tornando personagens idolatrados por milhões de fãs e admiradores.

A história do primeiro carro, um Fusca, comprado em 1972, retrata um momento difícil da carreira, quando os sertanejos se apresentavam em circos, para pouco mais de 30 pessoas por show, dividindo a bilheteria com o dono. “O valor era gasto para gasolina, para viajarmos para o próximo circo”, relata Chitão. A quase desistência do sonho, e a decisão de continuar, inspirados em “Tente Outra Vez”, de Raul Seixas, também são citadas por Xororó. Os conselhos de Tinoco são lembrados e o violão dado para a dupla, guardado com carinho por Chitãozinho, também é mostrado pelo cantor, como troféu.

Se os depoimentos de Chitãozinho & Xororó já trazem uma forte dose de emoção, impossível ficar indiferente ao texto de Paulo Coelho, interpretado por Lima Duarte no início da apresentação com a orquestra, assim como o relato emocionado do maestro João Carlos Martins, falando da chegada da dupla a São Paulo e na importância dos irmãos para a história da música brasileira. A parceira com Djavan _mesmo não podendo cantar ao vivo na noite da gravação _ em “Sorri”, também é um dos momentos mais bonitos, ao lado da emoção de Maria Gadú, com sua admiração explícita pela dupla.

Outra passagem bastante tocante (e significativa) fica para os momentos finais, quando o maestro volta ao inseparável piano, e sentado ao banquinho, assiste, chora e depois aplaude _ com extrema humildade _ quando Chitãozinho & Xororó e Caetano Veloso interpretam uma adaptação de Bach _ por Flávio Venturini _ “Céu de Santo Amaro”. Gesto de um ícone, capaz de comprovar a grandeza da obra.

Carlos Guerra / Porteira Brasil

Fotos: Chris Oliver / Porteira Brasil
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