As Galvão comemoram 66 anos de carreira com memorial e novo álbum

CD “No Calor dos Teus Abraços” traz releituras de clássicos e inéditas

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A melhor recompensa para qualquer profissional é o reconhecimento da qualidade de seu trabalho. Mary e Marilene Galvão, ou simplesmente “As Galvão”, podem se considerar realizadas nesse quesito. As sertanejas completam 66 anos de carreira, um marco histórico que vem sustentado por números ainda mais impressionantes: 80 trabalhos lançados e mais de 11 milhões de cópias vendidas.

A pequena Sapezal, distrito de Paraguaçu Paulista, no interior de São Paulo, foi o ponto de partida dessa trajetória pra lá de vitoriosa. De origem muito humilde, as duas meninas de  5 e 7 anos, em 1947, tinham apenas uma viola, um acordeom e uma incrível vontade de vencer, ingrediente fundamental para o que viria pela frente.

Da Rádio Club Marconi, em Sapezal _onde tiveram sua primeira oportunidade para mostrar seu talento _, para emissoras de maior prestígio foi apenas um pulo. Depois de algumas passagens por rádios do interior paulista, veio o convite para cantar em São Paulo, onde conquistaram um público fiel e contratos de trabalho nas rádios Piratininga, Nacional (atual Globo) e Bandeirantes.

Não demorou muito e elas já assinavam contrato com as maiores gravadoras do país. Era o início de um caminho recheado de vitórias, e o consequente e merecido reconhecimento em um difícil mercado que sempre foi dominado pelos homens, mais uma dificuldade encontrada (e superada) no decorrer dos anos, inclusive abrindo um importante espaço nesse cenário tão adverso.

Com sucessos como “Beijinho Doce”, “No Calor dos Teus Abraços”, “Pedacinhos”, “Coração Laçador”, “Meu Primeiro Amor”, “Negue” e “As Rosas não Falam”, As Galvão escreveram definitivamente seu nome na história da música brasileira. Com uma visão moderna e eclética, sem perder jamais as raízes, elas têm a mesma facilidade e graça ao interpretar canções escritas por Chico Buarque, Vinícius de Morais, João Bosco, José Fortuna, Nonô Basílio, Moacyr dos Santos ou Paraíso. Impossível não citar a importância do multiinstrumentista, compositor e produtor musical Mario Campanha nesse caminho, na direção da carreira, produção e escolha de repertório. O maestro é produtor da dupla desde 1986, além de ser casado com Mary. Com a irreverência de sempre, elas dizem que “ele á casado com As Galvão”, tamanha a proximidade dos três.

Em sua longa lista de prêmios, destaque para o Prêmios Sharp (atual Prêmio da Música Brasileira), Prêmio Caras e indicação para o Grammy Latino, sem contar as dezenas de Discos de Ouro e Platina. O radialista Toni Gomide, com extrema felicidade, as intitulou de “As Vozes do Século”. E Mary e Marilene continuam a brindar o público e conquistar fãs, percorrendo o Brasil de norte a sul com sua maior riqueza: a música. A humildade, o bom humor e o talento são alguns de seus maiores predicados.

No dia 30 de junho de 2013, elas voltaram a Sapezal, para mais um dos momentos mais emocionantes da carreira, entre tantos vividos em mais de seis décadas dedicadas ao sertanejo. As irmãs receberam uma homenagem definitiva, na forma de um memorial, que traz um acervo histórico onde os visitantes podem  ver de perto instrumentos originais, fotos, capas de LP’s, CD’s e roupas usadas em shows, além de poder resgatar  várias entrevistas publicadas em jornais e revistas. O “Memorial As Galvão”, localizado ao lado da estação ferroviária do distrito, foi inaugurado com um show especial das homenageadas, que nunca deixaram de mostrar o seu amor pela pequena localidade que as projetou para o mundo.

Com uma agenda constante de apresentações, As Galvão lançam o novo álbum “No Calor dos Teus Abraços”, com releituras de alguns de seus maiores sucessos, caso da faixa título, composição de Niceas Drumont e Cecílio Nena , e clássicos como  “Colcha de Retalhos” (Raul Torres), “Triste Berrante” (Adauto Santos) e “Beijinho Doce” (Nhô Pai), mesclados com três faixas inéditas, cujas duas  primeiras foram  escolhidas para trabalho atual _ “Eu e Minha Irmã” (Renato Teixeira), gravada antes por Eduardo Araújo e Nalva Aguiar, e que se encaixa perfeitamente na trajetória da dupla _, seguida de “O Culpado é Você” (Fátima Leão). A outra novidade é “Encanto de Mulher” (Goiá Filho).

Se público e críticos dos mais variados gêneros musicais se rendem ao talento e carisma da dupla, artistas consagrados são seus fãs. Os sertanejos, principalmente, veem em sua trajetória um exemplo de sucesso, seja como profissionais ou como figuras humanas.

“Na minha opinião é muito difícil encontrar duplas femininas do porte das Galvão. Duas irmãs que cantando juntas formam um casamento perfeito de vozes. Show de interpretação e talento que elas têm! Um misto de uma segunda voz bem colocada com uma primeira adocicada. Para mim são poucas as duplas que cantam de verdade e representam a música sertaneja de raiz, e “As Galvão” é uma delas. Parabéns por tantos anos de carreira levantando a bandeira da nossa música caipira”, revela Daniel, um dos maiores intérpretes da nossa música brasileira na atualidade e profundo conhecedor do assunto. É necessário dizer mais?

Carlos Guerra (Julho/2013)

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