50 anos sem um gênio chamado Nat King Cole

Músico morreu em 1965, mas deixou sucessos imortais 

nat king cole

Seu nome de batismo era Nathaniel Adams Coles. De família pobre, ele nasceu no Alabama (EUA), em 1919. Na igreja em que seu pai tornou-se pastor, já em Chicago, o pequeno garoto aprendeu a gostar da música, fazendo parte do coral.

E foi se apaixonando, tanto pela música gospel quanto pelo jazz. O primeiro sucesso foi baseado num sermão do próprio pai: “Straighten Up and Fly Right”.

Além da voz única, que o torna um dos maiores intérpretes de todos os tempos, Nat King Cole tinha outros predicados. Ele passou grande parte da vida lutando contra o racismo. Bom lembrar que nos Estados Unidos a guerra entre brancos e negros era declarada naqueles tempos.

Cole se negava a fazer shows em clubes que não permitiam a entrada de negros, mesmo depois de conquistar a fama. Depois que começou a ganhar dinheiro,  chegou a comprar uma casa num condomínio onde só os brancos moravam. Resultado: teve a casa incendiada.

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Nat King Cole toca para o presidente Juscelino Kubitschek em visita ao Brasil

Enquanto isso, sua fama se espalhava pelo mundo. Estrelou mais de duas dezenas de filmes, colecionou sucessos e arrastou multidões, com a mesma simplicidade de quando era apenas um garoto. Veio ao Brasil e levou mais de 20 mil pessoas ao Maracanãzinho no final da década de 50, segundo os jornais da época. Ainda no Rio, jantou e tocou piano para o presidente Juscelino Kubitschek.

Gravou em inglês, italiano, espanhol e português. Tenho alguns CDs dele com canções nos quatro idiomas. Entre tantas canções em espanhol, destaque para “Perfídia” (que também foi gravada pelo sertanejo Marcelo Costa), “Ansiedad” (ganhou versão de Matogrosso & Mathias), “Aquellos Ojos Verdes”, “Quizás, Quizás, Quizás”, “El Bodequero” ou “La Golondrina”. Em inglês, clássicos natalinos inigualáveis como “O Christmas Tree”, “The Christmas Song”, “White Christmas”, ou ainda pérolas como “As Time Goes By” e “Unforgettable”. A última ganhou versão póstuma com a filha Natalie e ele cantando juntos, bem conhecida do público mais jovem.

Nat também colecionou parcerias com astros como Dean Martin, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald e Louis Armstrong.

A voz do gênio se calou cedo, muito cedo. Em fevereiro de 1965, ou seja, há pouco mais de 50 anos. Cole morreu vítima de câncer no pulmão. Segundo relatos, o mesmo homem que emocionava milhões de pessoas no mundo inteiro era um fumante compulsivo, com média de três maços de cigarros consumidos ao dia. O mundo perdia um dos maiores cantores de todos os tempos.

18/9/2015

Carlos Guerra / Porteira Brasil

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